Último fim de semana com
imposto reduzido promove corrida às concessionárias
de Taubaté
Na hora de comprar é preciso ficar atento ao prazo
de entrega dos veículos
As concessionárias de veículos esperam um grande
movimento neste fim de semana, o último antes do
término do desconto de IPI para carros novos – o
benefício foi concedido há nove meses pelo Governo
Federal, será reincorporado pelas montadoras de
forma gradativa a partir da próxima quinta-feira,
dia 1º de outubro.
Os carros 1.0, hoje livres do tributo, terão uma
alíquota de 1,5% no mês que vem. A partir daí, o
retorno do imposto será gradual.
A medida do governo federal ajudou as
concessionárias. Em uma de Taubaté, por exemplo, as
vendas cresceram 30% nos primeiros 20 dias de
setembro em relação ao mesmo período de agosto.
Mas um alerta aos consumidores: na hora de comprar é
preciso ficar atento ao prazo de entrega dos
veículos. Como o IPI é calculado sobre a
nota-fiscal, se o documento for emitido a partir de
outubro o carro já estará com o novo valor
Até quarta-feira (30), último dia do benefício, as
empresas apostam em um volume grande vendas. Em vez
dos grandes feirões em um único local, as montadoras
vão promover as ofertas nas redes de
concessionárias.
A corrida às lojas de automóveis aumentou nas
últimas duas semanas e pode registrar uma venda
recorde de automóveis e comerciais leves na história
da indústria automobilística nacional. Segundo dados
do setor, até a quinta-feira (24) já haviam sido
vendidos 230.633 veículos (automóveis, comerciais
leves, ônibus e caminhões).
A venda média de unidades subiu de 11,8 mil em
agosto para 13,5 mil este mês. Só na quinta-feira
foram vendidos quase 18 mil automóveis e comerciais
leves no Brasil. Seguindo neste ritmo, setembro pode
ficar bem próximo ou até superar o recorde de junho,
quando foram comercializadas 300.174 unidades.
“Nos últimos 15 dias, o volume de vendas dobrou”,
destaca Rodrigo Rumi, gerente regional de marketing
da General Motors. “Esperamos neste fim de semana
superar as vendas nos finais de semana anteriores”,
acrescenta o executivo.
A redução do IPI foi anunciada no dia 15 de dezembro
do ano passado. Para carros populares, de até mil
cilindradas, o IPI caiu de 7% para zero e, para
automóveis entre mil e duas mil cilindradas movidos
à gasolina, recuou de 13% para 6,5%. Para carros
flex (bicombustível) e movidos à álcool, o imposto
caiu de 11% para 5,5%. Entretanto, não houve
alteração para veículos com mais de duas mil
cilindradas.
Agora, o Governo Federal vai promover um aumento
gradual do imposto. Segundo informações da Receita
Federal, o IPI de carros de até mil cilindradas, que
está zerado, subirá para 1,5% em outubro, para 3% em
novembro e para 5% em dezembro, retornando ao
patamar anterior de 7% no dia 1º de janeiro de 2010.
Já o IPI para carros de mil a duas mil cilindradas à
gasolina, que está em 6,5%, subirá para 8% em
outubro, para 9,5% em novembro e para 11% em
dezembro deste ano, voltando ao patamar antigo, de
13%, em janeiro do ano que vem.
Para os carros flex, com mais de mil cilindradas, o
IPI, que atualmente está em 5,5%, subirá para 6,5%
em outubro, para 7,5% em novembro e para 9% em
dezembro, sendo a tributação anterior, de 11%,
retomada no início do ano que vem.
Algumas concessionárias vão fazer um esquema de
plantão até quarta-feira, ampliando o horário de
atendimento até as 21 horas. Além do desconto no
IPI, muitas empresas oferecem benefícios como IPVA
grátis, juros zero no financiamento para alguns
modelos e prazo de 72 meses para pagar.
As montadoras também fazem promoções sobre o preço
de tabela dos modelos. Se essas promoções forem
mantidas após o término do IPI, a diferença do
acréscimo de 1,5% de imposto para carros com motor
até mil cilindradas se dilui ao longo das
prestações.
Por exemplo: o Fiat Mille Fire Economy 1.0 Flex é
oferecido com desconto de R$ 1.200. Com acréscimo de
1,5% do imposto para carros até mil cilindradas, o
valor na promoção continuaria ainda abaixo do preço
de tabela. O Volkswagen Gol G4 é oferecido com
desconto de R$ 1 mil em relação ao preço oficial.
Mesmo com o IPI, continuará abaixo do valor de
tabela de a empresa mantiver a promoção.
Quem vai fechar negócio deve estar atento ao prazo
de entrega do veículo. O IPI é calculado sobre o
valor da nota fiscal e, por isso, o ideal é comprar
um carro que já esteja disponível nos estoques das
montadoras.
Quem quiser um modelo muito específico e com muitos
acessórios, corre o risco de ter de esperar o carro
entrar em linha de produção e a nota fiscal só será
faturada em outubro, já sem o desconto do IPI.
Os economistas também alertam para os juros
cobrados. Taxas de financiamento acima de 2%, por
exemplo, representam a perda da economia obtida pelo
benefício do desconto do IPI.
VNews, com informações do G1